Rodrigues Filho, Fernando AntônioSacramento, Gabriel Ferreira do2026-07-232026-06-25https://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/2849Este trabalho analisa a viabilidade econômica da eletrificação da frota de veículos leves no mercado brasileiro sob a ótica da metodologia de Custo Total de Propriedade (TCO), preenchendo uma lacuna crítica na literatura sobre transição energética e descarbonização setorial. Impulsionada pela superioridade dos propulsores elétricos, cuja eficiência energética supera 90% frente aos 40% dos motores de combustão interna, a pesquisa desenvolve uma modelagem matemática robusta aplicada à projeção de custos acumulados ao longo de um horizonte operacional de oito anos e 120.000 quilômetros. A metodologia fundamentou-se no exame comparativo rigoroso de pares equivalentes em múltiplos segmentos automotivos, integrando dados públicos do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV/Inmetro), séries temporais de desvalorização da Tabela Fipe e modelagem de custos operacionais com energia, combustíveis, manutenção e seguros. Os resultados empíricos revelam que o principal gargalo à viabilidade econômica dos veículos elétricos reside na severidade de sua depreciação patrimonial, que registrou uma perda média acumulada de 37,20% ao final do ciclo, em contraste com a maior previsibilidade e estabilidade dos modelos térmicos, que apresentaram desvalorização de 19,18%. Embora a vantagem operacional em despesas energéticas e revisões mecânicas seja estatisticamente robusta para todos os cenários, o elevado dispêndio inicial de capital (CAPEX) e custos acessórios, como apólices de seguro elevadas e pneus de alta carga, atenuam o retorno financeiro líquido. Na análise segmentada, os modelos de entrada demonstraram maior propensão à paridade financeira em regimes de alta utilização, enquanto os segmentos premium sofrem forte erosão de valor pelo impacto da depreciação. Adicionalmente, testes de estresse tecnológico comprovam a fragilidade desse equilíbrio: a simulação de degradação severa nas baterias de íons de lítio demandando substituição integral das baterias inviabilizou o TCO em 100% dos casos. Conclui-se que a competitividade da mobilidade elétrica no Brasil não é homogênea, estando intrinsecamente vinculada ao amadurecimento do mercado de usados, à redução dos custos de reposição de baterias e ao aproveitamento estratégico da matriz elétrica renovável do país, coexistindo de forma complementar com a infraestrutura consolidada e os benefícios ambientais dos biocombustíveis nacionais.ptAnálise do custo total de propriedade e depreciação: um estudo comparativo entre veículos elétricos e a combustão no cenário brasileiroTrabalho de Conclusão de Curso da Graduação2026-07-23Veículos elétricos - TesesGestão de operações - Custos - TesesDepreciação (Economia) - TesesBaterias de íon-lítio - TesesAutomóveis - Projetos e construção - Teses