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Compósitos magnéticos baseados em ferritas com óxido de cério e nióbio: caracterização e aplicação em reações de remoção de contaminantes emergentes
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2025-08-28) Fonseca, Mariana Erculano da; Mambrini, Raquel Vieira; http://lattes.cnpq.br/2859884193381045; http://lattes.cnpq.br/1920975411294336; Mambrini, Raquel Vieira; Silva, Adilson Candido da; Rosmaninho, Marcelo Gonçalves; Trigueiro, João Paulo Campos; Freitas, Flavio Santos
Os contaminantes emergentes (CEs) têm causado preocupação nas últimas décadas por serem encontrados em concentrações baixíssimas nos corpos hídricos e ainda assim representarem um potencial risco para o ecossistema e para a saúde humana. O uso de nanomateriais pode ser uma alternativa interessante para a remoção desses CEs, entretanto esses materiais podem ser mais difíceis de serem separados e recuperados do meio reacional. Diante disso, uma alternativa para aumentar a atividade catalítica e contribuir para uma separação mais fácil e eficiente é a imobilização desses nanomateriais em compósitos magnéticos ativos. Dessa forma, no presente trabalho, foram sintetizadas ferritas de Co(II) (CoFe2O4) e Mg(II) (MgFe2O4), pelo método hidrotermal, para serem utilizadas como imobilizadores magnéticos para nanopartículas de óxido de Ce(IV) dopadas com nióbio(V) (CeNb) na razão molar de 2:1 de Ce/Nb. Os materiaisforam caracterizados por espectroscopia Mössbauer, difração de Raios X (DRX), espectroscopia na região do infravermelho (FTIR), análise termogravimétrica (TG), microscopia eletrônica de varredura (MEV), espectroscopia de energia dispersiva de Raios X (EDS), fisissorção de N2 e fluorescência de Raios X (FRX) que confirmaram a obtenção das ferritas. O DRX confirmou a obtenção das ferritas de cobalto e de magnésio com tamanhos de cristalitos de 14,1 nm e 29,7 nm, respectivamente, também se observou pelo DRX que os compósitos sintetizados apresentaram apenas os picos referentes às ferritas com um deslocamento de seus valores de 20° e tamanhos de cristalitos de 17,2 nm e 29,2 nm. Já a distribuição de tamanho hidrodinâmico mostrou que a ferrita de cobalto e o compósito com a ferrita de cobalto apresentaram uma distribuição de tamanho de partícula médio de 18 e 37 nm, respectivamente, enquanto a ferrita de magnésio e o seu compósito apresentaram um tamanho de 169 e 108 nm, respectivamente. Através do MEV foi possível perceber uma mudança na superfície dos compósitos, quando comparado às ferritas puras, indicando a presença do CeNb, e que corrobora com a análise de EDS que mostrou a presença de cério e nióbio na superfície dos materiais. Posteriormente, os materiais foram aplicados em reações de degradação de diclofenaco de sódio (DCF), Amoxicilina (AMX), Ciprofloxacina (CIP), Norfloxacina (NOR), Enrofloxacina (ENR), cafeína e Bisfenol A, todos contaminantes emergentes. Os compósitos apresentaram bom potencial de degradação chegando a 73% de degradação de DCF, enquanto os materiais precursores, isoladamente apresentaram uma degradação inferior a 2%. Os produtos de degradação foram testados quanto a toxicidade em sementes de alface e não apresentaram toxicidade considerável. Por fim o melhor material foi aplicado em reações de degradação de outros contaminantes e não apresentou atividade para a amoxicilina e apresentou 18, 21 e 17% para os antibióticos ENR, CIP e NOR, respectivamente, apresentou 7% para o Bisfenol A e 3% para a cafeína. Os compósitos sintetizados foram facilmente separados do meio reacional, que era o objetivo principal deste trabalho.
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Economia circular e descarbonização na siderurgia: avaliação do ciclo de vida da gaseificação do resíduo fluff como substituto ao gás natural
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2025-09-01) Caldeira, Stefane Souza Silva; Rezende, Patrícia Sueli de; Rivera, Júlio L; Ribeiro, Leonardo Guimarães; http://lattes.cnpq.br/8025050432805204; http://lattes.cnpq.br/9451950811333244; http://lattes.cnpq.br/1765708888922052; Rezende, Patrícia Sueli de; França Neta, Luzia Sergina de; Moravia, Wagner Guadagnin; Abreu, Guilherme Correa
A indústria do aço, responsável por cerca de 7 a 9% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs), enfrenta o desafio de promover estratégias de descarbonização em seus processos. Nesse contexto, o uso de sucata metálica como matéria-prima contribui para reduzir a demanda por minério de ferro e diminuir as emissões associadas. Essa sucata pode ter origem no setor automotivo e em outros segmentos industriais, e seu beneficiamento para consumo nas usinas siderúrgicas gera um resíduo conhecido como fluff - composto por plásticos, borracha, madeira e frações minerais - que atualmente é descartado em aterros, apesar de seu elevado potencial energético. Este estudo avaliou a viabilidade técnica e ambiental da gaseificação do fluff como alternativa ao uso de gás natural no reaquecimento de tarugos de aço bruto para conformação em laminador no processo siderúrgico. A abordagem baseou-se em três etapas principais: teste piloto de gaseificação, avaliação do ciclo de vida (ACV) e inventário de GEEs. Nos testes em escala semi-industrial, realizados com 1.132,5 kg de CDRI (Combustível Derivado de Resíduos Industriais), obteve-se uma geração específica de 1,02 Nm3 /kg de gás de síntese. A composição média do gás foi de 71,5% de CH4, 14,8% de CO2 e 3,65% de CO, o que conferiu poder calorífico suficiente para sua utilização em motogeradores e aplicações térmicas. As emissões de HCl e Cl2 ficaram abaixo dos limites estabelecidos pela CETESB após a lavagem dos gases. Realizou-se três cenários de ACV: (1) produção e uso de gás de síntese a partir do fluff, (2) uso exclusivo de gás natural e (3) disposição do fluff em aterro. Os dados foram modelados no SimaPro 9.6 com o método ReCiPe 2016 e base Ecoinvent 3.10. O gás de síntese apresentou desempenho ambiental superior ao gás natural em todas as categorias de impacto exceto na categoria de consumo de água, sobretudo quando a eletricidade utilizada provém de fonte renovável. O inventário de GEEs foi elaborado a partir da projeção de um ano de consumo de gás de síntese na unidade siderúrgica analisada, em substituição ao gás natural atualmente utilizado. Os resultados indicaram uma redução potencial de 5.220,45 tCO2/ano, além da eliminação das emissões associadas à disposição do fluff em aterro. Os resultados reforçam o potencial da gaseificação como estratégia de valorização energética e redução de emissões na indústria do aço. Além disso, a alternativa avaliada demonstrou, por meio da ACV, benefícios ambientais ao transformar um resíduo em uma fonte energética útil, integrando ações de descarbonização e economia circular
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Abordagem DEA para medir a eficiência das instituições pertencentes à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2021-12-10) Silva, Thiago Henrique Oliveira; Sá, Elisangela Martins de; http://lattes.cnpq.br/4686246805500174; http://lattes.cnpq.br/0219796880540038; Sá, Elisangela Martins de; Paiva, Felipe Dias; Campos, Magno Silvério
A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT) tem abrangência nacional e é composta por 64 instituições, dentre elas, as Escolas Técnicas Vinculadas, os Institutos Federais de Educação, os Centros Federais de Educação e o Colégio Pedro II. A RFEPCT oferece ensino nas mais diversas modalidades, de forma gratuita e acessível a toda a sociedade. Nesse sentido, a fim de manter esse ensino acessível e com qualidade a todas as regiões em que a RFEPCT está presente, nota-se um interesse cada vez maior por parte da administração pública de medir a eficiência das suas unidades vinculadas. Dessa maneira, esta pesquisa teve por objetivo propor uma abordagem objetiva utilizando-se da Análise de Componentes Principais (ACP) para a seleção das variáveis de entrada e saída e da Análise Envoltória de Dados (DEA) para medir a eficiência da RFEPCT na perspectiva dos indicadores educacionais da Plataforma Nilo Peçanha (PNP), do Índice de Governança e Gestão (IGG) e do Índice Geral de Curso (IGC) das instituições de ensino vinculadas a RFEPCT. Cabe destacar a possibilidade de utilização dos resultados aqui postulados para apoio na tomada de decisão dos gestores a nível estratégico e tático tais como reitores, pró reitores, diretores gerais e demais diretores sistêmicos das instituições vinculadas à RFEPCT. Em relação aos métodos utilizados, esta pesquisa foi aplicada, uma vez que propôs uma abordagem objetiva sobre uma problemática real no âmbito educacional. Ademais, a mesma foi quantitativa uma vez que mensurou de forma numérica a eficiência das unidades vinculadas a RFEPCT. No tocante aos fins, esta pesquisa foi descritiva, pois buscou identificar, registrar e analisar as características do objeto estudado. Como meio, foi feito uma pesquisa documental acerca dos dados provenientes do indicador do Tribunal de Contas da União (TCU) denominado IGG, do IGC do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e dos indicadores educacionais presentes na PNP oriundos do Ministério da Educação (MEC). A partir dos resultados foi possível selecionar variáveis com alta capacidade explicativa, não redundantes e que contemplasse áreas importantes a serem monitoradas na educação como recursos orçamentários, qualidade dos cursos, governança e gestão. Além disso, a partir da mensuração da eficiência foi possível apontar o IFRN como a única Unidade Tomadora de Decisão (UTD) eficiente e principal referência no que tange a adoção de boas práticas de eficiência. Ademais, a partir de uma perspectiva regionalizada, verificou-se que as UTDs localizadas nas regiões sudeste e sul foram as que obtiveram as melhores posições no ranqueamento. Em contrapartida, de maneira geral, as regiões norte, nordeste e centro-oeste não obtiveram bons resultados de eficiência. Uma atenção maior se dá para as UTDs localizadas na região norte, principalmente em virtude dos resultados alcançados nos indicadores e devido a dispersão geográfica a ser atendida pelas UTDs. Destarte, após a comparação do ranqueamento proposto nessa abordagem com o Índice de eficiência acadêmica (IEA), foi possível verificar diferenças significas nas posições alcançadas pelas UTDs, validando a DEA como uma técnica mais completa, robusta e com maior confiabilidade no que tange ao ranqueamento das UTDs vinculadas a RFEPCT, podendo inclusive ser inserida na PNP para auxiliar na tomada de decisão dos gestores educacionais. Além disso, recomenda-se a não utilização do IEA como critério para ranqueamento ou a adoção da DEA para tal objetivo.
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A lei de cotas no ensino superior sob a luz do institucionalismo: processo decisório de uma universidade mineira
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2021-09-23) Silva, Fernanda Costa; Assis, Lilian Bambirra de; http://lattes.cnpq.br/9916478387903774; http://lattes.cnpq.br/0133074650808894; Assis, Lilian Bambirra de; Araújo, Uajará Pessoa; Cruz, Marcus Vinicius Gonçalves da
O objetivo principal desta pesquisa consiste em compreender os fatores que influenciaram o processo decisório de uma universidade mineira na implementação da Lei de Cotas. Esse instrumento legal, instituído em 2012, assegura aos alunos que tenham cursado o ensino médio em escolas públicas, aos autodeclarados pretos e pardos, aos indígenas e às pessoas com deficiência reserva de vagas nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). A Lei de Cotas alterou o formato institucional meritocrático de ingresso ao ensino e passou a “promover a democratização” no acesso às universidades federais (SOUSA; NASCIMENTO, 2019, p. 774). A base teórica desta dissertação fundamenta-se na Teoria Institucional Sociológica, com destaque para os elementos do ambiente institucional, os aspectos cultural-cognitivos, a legitimidade e o processo decisório na perspectiva institucional. No tópico “Lei de Cotas”, apoiou-se nas políticas públicas, evidenciando os agentes implementadores. Os principais componentes do referencial teórico foram agrupados em um esquema de referência conceitual, que configurou a condução da fase empírica desta pesquisa, de natureza qualitativa e descritiva. Adotou-se como método o estudo de caso, cujo lócus de análise foi a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em um recorte delimitado entre 2012 e 2020. A coleta de dados envolveu dois momentos: a análise documental e a realização de dez entrevistas com gestores universitários que ocupam ou ocuparam cargos na universidade, no âmbito do recorte proposto. Para a análise dos dados, eles foram submetidos à análise de conteúdo, categorizados de forma alinhada com o esquema de referência conceitual, para, então, apresentar os resultados. Constatou-se que o ambiente institucional da UFMG incorporou regulamentações muito importantes, as quais proporcionaram profundas adaptações organizacionais, o que possibilitou que a implementação da Lei de Cotas transcorresse de forma estruturada. No processo decisório para a implementação, a UFMG adotou normativas em um panorama cultural-cognitivo prevalecente favorável à incorporação do mecanismo. O processo de adaptação organizacional às mudanças institucionais ainda transcorre. Ou seja, a institucionalização permanece dinâmica no tocante à compreensão do contexto social dos cotistas e à inclusão das pessoas com deficiência, não obstante as intercorrências ocasionadas pela pandemia. Em relação às contribuições desta pesquisa, a principal engloba o benefício social, pois irá compor a academia e proporcionar novas percepções no que diz respeito ao processo decisório universitário na implementação de elementos regulativos. Também, possibilitou a incorporação da perspectiva institucional na análise organizacional como uma proposta pertinente para explorar aspectos macro e micro em conjunto.
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Transporte, política pública e mobilidade urbana: desafios da avaliação da implantação de faixa exclusiva de ônibus
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2021-09-20) Eleutério, Sofia Chaves Cardoso; Oliveira, Renata Lúcia Magalhães de; http://lattes.cnpq.br/2642488704355833; http://lattes.cnpq.br/1046932577696821; Oliveira, Renata Lúcia Magalhães de; Assis, Lilian Bambirra de; Lessa, Daniela Antunes
Atualmente, ações de priorização do transporte público coletivo em detrimento do individual vem sendo objeto de decisões da Administração Pública a fim de atrair, recuperar e/ou fidelizar os usuários desse modo. Por sua vez, a implantação de faixas exclusivas de ônibus é um exemplo dessa política pública de priorização, uma vez que a partir delas busca-se o aumento da velocidade operacional do ônibus, a diminuição dos tempos de viagem e melhoria na qualidade. No entanto, a avaliação de uma política pública é parte integrante da estrutura de tomada de decisão. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo explorar os dados públicos e abertos do município de Belo Horizonte visando discutir os desafios da avaliação da implantação de faixas exclusivas de ônibus como diretriz para melhoria da mobilidade na cidade. Para o alcance desse objetivo, foi necessário estabelecer um referencial teórico que sustentasse conceitualmente a pesquisa sobre o processo de tomada de decisão na Administração Pública, o sistema de transporte público coletivo por ônibus e a implantação das faixas exclusivas. Para o percurso metodológico, optou-se por explorar os dados públicos e abertos de contagem volumétrica de veículos obtidos na BHTRANS. Os resultados direcionam-se para a discussão da dificuldade da Administração Pública em olhar para política pública como instrumento de tomada de decisão, uma vez que se concluiu que são vários os fatores que influenciam na avaliação da implantação de faixas exclusivas de ônibus.