
Submissões Recentes
Relação da dispersão dos sinistros de trânsito com a utilização de aplicativos de navegação em Belo Horizonte
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2026-06-18) Teixeira, Jéssica Fernandes; Teodoro, Agmar Bento; http://lattes.cnpq.br/5779457327718725; http://lattes.cnpq.br/6150913403807380; Teodoro, Agmar Bento; Lara, Bianca Gonçalves; Garcia, Danielle Saranh Galdino Duarte
O presente trabalho investiga a relação entre a utilização dos aplicativos de navegação por GPS e a dispersão espacial dos sinistros de trânsito em Belo Horizonte entre os anos de 2012 e 2024. A justificativa do estudo baseia-se na premissa de que, embora essas tecnologias otimizem o tempo de viagem, elas frequentemente desviam o fluxo de veículos de vias arteriais — projetadas para alto tráfego — para vias locais e coletoras de menor hierarquia viária, o que pode criar novas zonas de conflito e dificultar o alcance de metas globais de segurança viária. O objetivo geral da pesquisa foi avaliar se essa mudança no comportamento dos motoristas gerou uma redistribuição dos sinistros pela malha urbana, enquanto os objetivos específicos buscaram estabelecer uma cronologia do uso de aplicativos e analisar o deslocamento dos pontos críticos. A metodologia envolveu o levantamento de 104.328 registros brutos da Prefeitura de Belo Horizonte, resultando em 93.013 casos válidos, analisados por meio da técnica estatística de Densidade de Kernel no software QGIS para identificar padrões de concentração em períodos distintos: antes, durante a inserção e após a consolidação tecnológica. Os resultados demonstraram que, apesar do crescimento da frota de veículos a uma taxa de 5,2% ao ano, o número total de sinistros apresentou uma leve redução (-0,4%), porém com uma mudança qualitativa na sua localização. Nos anos de 2012 e 2013, os sinistros concentravam-se em grandes eixos como as avenidas Amazonas e Cristiano Machado, mas a partir de 2015 observou-se uma dispersão para vias secundárias, como a Rua Ministro Oliveira Salazar e a Avenida Bernardo de Vasconcelos. Simulações realizadas no Google Maps confirmaram que essas vias são sugeridas pelos algoritmos como alternativas competitivas em horários de pico. A conclusão ratifica a hipótese de que o uso de aplicativos de navegação contribuiu para a descentralização dos pontos críticos, transferindo o risco para ambientes originalmente residenciais, e recomenda que órgãos de trânsito passem a registrar o uso de GPS nos boletins de ocorrência para
fortalecer futuras evidências estatísticas.
Melhoria da durabilidade e resistência do CBUQ com adição de grelhas de polímero reciclado
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2026-06-18) Santos, Douglas Gurgel Maia dos; Damasceno, Geraldo Magela; Silva, Mateus Justino da; http://lattes.cnpq.br/0725800206328814; http://lattes.cnpq.br/0580521228268726; Damasceno, Geraldo Magela; Silva, Mateus Justino da; Teixeira, André Henrique Campos; Silva, Mário de Souza
De acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias (2024), a malha viária brasileira possui 1.720.909 km de extensão, dos quais apenas 213,5 mil km (12,4%) são pavimentados. Destes, aproximadamente 99% correspondem a pavimentos do tipo flexível, enquanto 1,35 milhão de km (78,5%) ainda não possuem pavimentação. Diante desse cenário, diversos estudos têm investigado a incorporação de resíduos reciclados em misturas asfálticas, visando soluções mais sustentáveis para o setor rodoviário, com menor consumo de recursos não renováveis, redução de custos e aumento da durabilidade dos pavimentos. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) modificado com grelhas de polímero reciclado (PET), em comparação às misturas convencionais, considerando aspectos de resistência mecânica e relação custo-benefício. Foram produzidas misturas contendo 1% e 2% de PET em forma de grelha, aplicadas como camada adicional no CBUQ.
Influência da geometria viária na frequência de sinistros: estudo em alguns trechos de pista simples da BR-381 em Minas Gerais
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2026-06-18) Araújo, Gabriela Amorim de; Oliveira, Marcelo Tuler de; Teodoro, Agmar Bento; http://lattes.cnpq.br/5779457327718725; http://lattes.cnpq.br/4077317634972574; http://lattes.cnpq.br/9171824048094360; Oliveira, Marcelo Tuler de; Teodoro, Agmar Bento; Teixeira, André Henrique Campos; Garcia, Danielle Saranh Galdino Duarte
A segurança viária constitui um dos principais desafios do sistema de transportes brasileiro uma vez que os sinistros figuram entre as principais causam de morte no mundo todo. A geometria viária influencia diretamente a distância de visibilidade, a segurança nas ultrapassagens e velocidade operacional permitida. A pesquisa CNT de Rodovias indica que mais da metade das estradas brasileiras apresentam algum tipo de inadequação geométrica. É possível observar que devido a relevância da geometria para a segurança viária, acredita-se que uma avaliação do traçado horizontal existente pode auxiliar na redução de sinistros. Tendo em vista o contexto apresentado, o objetivo deste estudo, é determinar se existe uma relação entre locais com ocorrência de sinistros na BR-381 e a geometria da rodovia. Para alcançar o objetivo traçado foi realizado um levantamento e análise dos registros de sinistros na rodovia BR-381 disponibilizados pela Polícia Rodoviária Federal. Em seguida, os dados levantados foram tratados a partir de conceitos da análise multicritério, para a seleção dos trechos de estudo. A escolha destes locais foi baseada na maior ou menor densidade de sinistros de cada trecho. Desta forma, tais trechos correspondem a sequências de curvas e foram avaliados quanto a seção transversal, velocidade regulamentada e sua geometria. A análise da geometria horizontal foi utilizada para a avaliação dos trechos existentes possibilitando determinar se as velocidades praticadas estão de acordo com o traçado geométrico.
Memorial Descritivo Profissional RSC-PCCTAE
(2026-07-20) Wagner Eduardo de Souza Pedroso
Drenagem profunda em rodovias, conceito, importância e dimensionamento: estudo de caso
(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2026-06-18) Araújo, Sebastião Magno de; Damasceno, Geraldo Magela; Silva, Mateus Justino da; http://lattes.cnpq.br/0725800206328814; http://lattes.cnpq.br/0580521228268726; http://lattes.cnpq.br/7733338796122157; Damasceno, Geraldo Magela; Silva, Mateus Justino da; Teixeira, André Henrique Campos; Silva, Mário de Souza
A drenagem profunda é um processo que visa escoar as águas de natureza pluviométricas dos terrenos encharcados através dimensionamento de colchão drenante, drenos Longitudinais Profundos, drenos verticais, drenos espinha de peixe, devido água subterrânea vinda do lençol freático, implementando estruturas para resolução deste problema. Essa pesquisa é sobre projeto de drenagem profunda, que objetiva tirar a água no interior do subleito em profundidades superiores a 1,50 m e abaixar o nível de água do lençol freático evitando-se a infiltração e percolação no subleito garantindo que não atinjam a estabilidade estrutural das estradas. Adotou-se o projeto um dreno Longitudinal Profundo Simples (DPS 07) e um colchão drenante. Os resultados da comparação de valores de vazão (l/s) de drenagem do fabricante de tubos PEAD e as calculadas pela Fórmula Manning adotamos para o projeto do DPS 07 da obra visitada o diâmetro nominal igual a DN170, declividade de projeto igual a 2% (0,02 m/m) e uma vazão de drenagem profunda do lençol freático de 18,15 l/s/m por metro de tubo de drenagem. O dreno Longitudinal Profundo Simples (DPS 07) foi selado com manta permeável geotêxtil tipo BIDIM RT Geotêxtil Não tecido tipo RT 08. E seu projeto executivo final ficou com largura de 0,50 m e 1,50 de profundidade e comprimento de 100 m. Utilizou-se a metodologia sugerida pelo DNIT (metodologia de Terzaghi) para a escolha do material filtrante do dreno DPS 07, o material filtrante foi dimensionado com uma mistura de pedras comerciais e proporção em massa igual a: 40% de brita 1, 40% de brita 0 e 20% de pó de pedra. E o dispositivo tipo colchão drenante foi executado em o projeto com largura igual 9,60 m, comprimento 101,50 m, declividade longitudinal de 3%, espessura “e” igual 0,314 m. Executado com pedra comercial (colchão e valetas laterais) tipo brita 3. Para o dimensionamento de drenos executados dentro da vala do Colchão drenante (dentro das duas abas laterais escolheu) foi com tudo PEAD com diâmetro nominal de DN 170. Todo o colchão e valetas também foi selado com manta permeável geotêxtil tipo BIDIM Geotêxtil Não tecido tipo RT 08.