Navegando por Autor "Oliveira, Kamille Gomes Chaves de"
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Item Formação técnica em enfermagem: problematizando os sentidos de velhice, envelhecimento e de idoso em ementas de cursos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica de Minas Gerais(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2025-08-29) Oliveira, Kamille Gomes Chaves de; Azeredo, Luciana Aparecida Silva de; http://lattes.cnpq.br/9812308689914046; Azeredo, Luciana Aparecida Silva de; Chaves, Bráulio Silva; Cestari, Mariana JafetNa medida em que a expectativa de vida aumenta, reforça também a necessidade de formação ampla e adequada de profissionais da área da Enfermagem que prestam serviço à saúde e à qualidade de vida de idosos, de forma a oferecerem um cuidado humanizado, preventivo e que leve em conta as particularidades do envelhecimento. A formação qualificada dos profissionais garante uma assistência mais eficiente e alinhada às necessidades do público de idade mais avançada, possibilitando o desenvolvimento de um trabalho holístico e que enxergue a velhice não apenas como uma fase ligada à doença ou à fragilidade, mas como uma etapa da vida em que pode haver autonomia e bem-estar. Nesse cenário e, alinhado aos pressupostos da Política Nacional da Pessoa Idosa (PNPI), este trabalho buscou compreender como se dá a formação gerontológica do profissional de Enfermagem em Cursos Técnicos ofertados na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT) de Minas Gerais. Para isso, analisamos o Plano Pedagógico Curricular (PPC) de Cursos Técnicos em Enfermagem, especialmente as ementas de disciplinas relativas à “saúde do idoso”, com vistas a refletir sobre o alinhamento (ou não) de tais ementas com a referida Política, bem como para lançar um novo olhar sobre o currículo que norteia essa formação. Nessa análise, problematizamos como os efeitos de sentido de idoso, velhice e envelhecimento elencados nas ementas podem ou não interferir na formação gerontológica dos profissionais de Enfermagem, considerando questões que extrapolam o conhecimento tecnicista, como as relações humanas e o vínculo entre os profissionais da saúde e os pacientes atendidos. O corpus da pesquisa foi composto pelos PPCs dos cursos Técnicos em Enfermagem de oito campi de Institutos Federais do estado de Minas Gerais, sendo que a análise dos dados seguiu uma abordagem qualitativa, ancorada na Análise do Discurso de linha francesa, especialmente na vertente foucaultiana. Apesar de a PNPI prever a inclusão dos temas Gerontologia e Geriatria nos currículos dos cursos de formação em saúde, com vistas a evitar preconceitos sobre velhice/envelhecimento e ampliar o olhar dos profissionais acerca da representatividade social da população idosa, pudemos verificar que ainda prevalece, na maioria das ementas analisadas, uma visão biológica de pessoa idosa, assim como uma associação da velhice a doenças. Se na/da sociedade emergem (efeitos de) sentido(s) de “novo idoso”, envelhecimento ativo, e outros impulsionados e influenciados por movimentos diversos, na área da Educação, especificamente nas ementas nos cursos técnicos em foco, persistem (efeitos de) sentido(s) de idoso frágil, passivo, dependente e hospitalizado. Apesar disso, também observamos efeitos de sentido de uma velhice que é social, que está em um contexto familiar, que é participativa e corresponsável em seu processo de envelhecer, de se cuidar. Os resultados da pesquisa podem servir como um convite a (re)ver os sentidos que emergem das ementas atuais e, quem sabe, fomentar novos olhares em torno dos (efeitos de) sentido(s) de velho e velhice, abrindo reflexões em torno dos possíveis impactos que esses significados podem gerar na formação técnica em Enfermagem, em sua atuação junto à pessoa idosa e em seu próprio processo de envelhecer.