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Navegando por Autor "Silva, Luis Alberto"

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    Caracterização de um kamafugito da região noroeste de Minas Gerais
    (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2024-12-16) Silva, Luis Alberto; Oliveira, Michelly dos Santos; Pires, Natal Junio; Faria, André Luis Pimenta de; http://lattes.cnpq.br/5680725077048575; http://lattes.cnpq.br/4111512906344506; http://lattes.cnpq.br/2513963837110126; http://lattes.cnpq.br/7385294263841549; Oliveira, Michelly dos Santos; Pires, Natal Junio; Faria, André Luis Pimenta de; Sousa, Débora Nascimento; Rezende, Christopher Rocha de
    Os kamafugitos são rochas vulcânicas raras, reconhecidas por sua composição mineralógica diversificada, o que atrai significativo interesse científico e econômico. Essas rochas contêm minerais valiosos, como terras raras, fósforo e potássio, essenciais para a indústria de alta tecnologia e a agricultura. A complexidade inerente aos depósitos de kamafugito demanda uma investigação detalhada para elucidar suas principais propriedades e potencial de exploração. Nesse contexto, a caracterização mineralógica e tecnológica envolve a identificação, quantificação e avaliação das propriedades do minério, fornecendo informações fundamentais para o aproveitamento otimizado dos recursos minerais e permitindo a visualização de condições que melhorem os processos de beneficiamento. Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar um kamafugito da província ígnea do Alto Paranaíba localizado na região Noroeste de Minas Gerais. A metodologia incluiu testes para determinar parâmetros físicos (densidade real, work index, distribuição granulométrica e umidade), químicos e mineralógicos do litotipo avaliado. Os resultados preliminares apontaram que a amostra é majoritariamente grossa, com uma fração significativa passando por peneiras maiores (57,75% maior que 6,3 mm). A umidade da amostra ultrapassou 10%, e a densidade real variou entre 2,71 g/cm³ e 2,54 g/cm³ para diferentes frações granulométricas. A composição química dos óxidos majoritários mostra predominância de SiO2, Fe2O3, MgO e CaO, com outros óxidos como TiO2, Al2O3, K2O e P2O5 também presentes. Estes resultados foram consistentes com a análise mineralógica, que identificou a predominância de diopsídio, calcita e magnetita na amostra, além de perovskita, titanita, biotita e montmorillonita. Além disso, a análise de elementos terras raras (ETRs) mostrou uma maior concentração de ETRs leves. O litotipo apresenta uma granulação diversificada, com predominância de uma matriz afanítica constituída por cristais extremamente pequenos. Dentro dessa matriz, são encontrados grãos faneríticos de granulometria fina. A textura predominante é porfirítica, marcada pela presença de fenocristais imersos em uma matriz de granulação fina. A análise de distribuição elementar indica que a perovskita é o principal portador de titânio, enquanto o ferro se encontra nos óxidos de ferro, o fósforo é predominantemente carreado pela apatita e os elementos de terras raras (ETRs) estão concentrados na monazita. Os dados de associação mineral revelaram uma distribuição heterogênea das superfícies livres dos minerais, sem uma tendência clara de aumento ou redução desse parâmetro com a diminuição do tamanho das partículas. A análise de liberação mineral mostrou similaridade entre os métodos de composição de partículas e superfície exposta. A liberação foi maior nos minerais de ganga, especialmente nas granulometrias finas, enquanto os minerais de ferro apresentaram liberação intermediária e os de titânio obtiveram melhores índices em granulometrias grossas. Os minerais com fósforo tiveram os menores índices de liberação, sugerindo que aprimoramentos na cominuição são necessários para uma liberação mais eficaz nas etapas de concentração.

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