Programa de Pós Graduação em Engenharia de Minas - PPGEMIN
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Navegando Programa de Pós Graduação em Engenharia de Minas - PPGEMIN por Assunto "Barragens – Rejeitos"
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Item Análise paramétrica da estabilidade de barragem alteada a montante com utilização de rejeito dilatante na zona estruturante(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2024-12-18) Faria, Thiago Silva Araujo; Porto, Thiago Bomjardim; Santos Junior, Mauro Pio dos; http://lattes.cnpq.br/3578400908379890; http://lattes.cnpq.br/3322697650011984; Porto, Thiago Bomjardim; Santos Junior, Mauro Pio dos; Gimenez, Alexander Martin Silveira; Vasconcelos, Luma Alvarenga Carvalho de; Elacoste, Ticiane SchivittezEm virtude dos recentes acontecimentos de ruptura de barragens de rejeito no Brasil, sobretudo as Barragem de Fundão (Samarco) em 2015 e B1 (VALE) em 2019 a Agencia Nacional de Mineração (ANM) como resposta emergencial aos sinistros com grandes impactos quanto as perdas de vidas e socioambientais emitiu a Resolução Nº 13, de 8 de agosto de 2019 que estabelecia medidas regulatórias objetivando assegurar a estabilidade de barragens de mineração, notadamente aquelas construídas ou alteadas pelo método denominado "a montante" ou por método declarado como desconhecido. Desde então ficou proibida a utilização do método de alteamento de barragens de mineração denominado "a montante" em todo o território nacional em novos empreendimentos da área. No âmbito estadual, na sequência, por meio de legislação da FEAM, Lei Ordinária 23.291, de 25 de fevereiro de 2019, a indústria da mineração foi obrigada a descaracterizar todas as barragens executadas com alteamento a montante, gerando prejuízos não previstos no planejamento das mineradoras de curto, médio e longo prazo. No entanto, notadamente, o processo de extração de bens minerais possui potenciais riscos associados, principalmente ao que se refere à disposição dos rejeitos de mineração. Inerente a atividade de mineração tem-se um ônus associado que é a disposição dos rejeitos, sendo necessário, portanto, a busca de metodologias que assegurem as empresas segurança com o menor custo possível de implantação, haja visto que, salvo casos específicos, o rejeito não tem valor econômico e, seu fim, por si só, já é um gasto, independente da metodologia de disposição. Na contramão da legislação nacional, o Canadá, referência internacional na área de geotecnia aplicada a mineração permite a utilização de barragem alteada a montante condicionado a existência de um trecho da praia de rejeitos compactada e dilatante na porção estruturante da barragem (externa da seção transversal) por onde se desenvolve o círculo crítico de ruptura. Essa abordagem garante a inexistência de materiais contráteis e suscetíveis a liquefação na região usualmente mais frágil da estrutura. Esta pesquisa tem a finalidade de iniciar uma discussão no âmbito nacional qualitativa-quantitativa, portanto, semiempírica contribuindo na divulgação e implementação da tecnologia operacional já existente em um país referência na mineração (Canadá) e avaliar seu impacto operacionalmente nas rotinas de disposição já “consagradas” regionalmente. Para tanto dois estudos de caso são abordados. O primeiro é uma barragem de rejeito executada no Canadá com a metodologia proposta que obteve êxito. O segundo estudo de caso é uma barragem do quadrilátero ferrífero construída pela metodologia clássica “a montante” que rompeu. Um estudo paramétrico desensibilidade foi feito considerando hipoteticamente que a mesma foi executava considerando parte da praia de rejeitos compactada. Os resultados da análise de estabilidade por equilíbrio limite (método determinístico proposto por Morgenstern-Price) mostraram que a barragem de rejeito ficaria estável e não romperia, mostrando que a metodologia Canadense é eficiente quanto a busca de alternativas com bom custo-benefício na disposição de rejeitos de mineração com solução clássica de barragem.