Programa de Pós Graduação em Engenharia de Materiais - POSMAT
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Navegando Programa de Pós Graduação em Engenharia de Materiais - POSMAT por Assunto "Aço - Microestrutura - Caracterização"
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Item Efeito da temperatura e do tempo de partição na evolução microestrutural, nas propriedades mecânicas e nos mecanismos de encruamento de um aço de baixo teor de carbono processado por têmpera e partição(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2026-04-10) Pinho, Marianne Diniz; Corrêa, Elaine Carballo Siqueira; Lopes, Wellington; http://lattes.cnpq.br/4445376135095677; http://lattes.cnpq.br/3203046752707862; http://lattes.cnpq.br/1769821161134754; Corrêa, Elaine Carballo Siqueira; Lopes, Wellington; Paiva, Paulo Renato Perdigão de; Trajano, Adriano Amâcio; Dafé, Sara Silva Ferreira deOs aços processados por têmpera e partição (Q&P - Quenching and Partitioning) têm sido amplamente investigados devido à sua capacidade de combinar elevada resistência mecânica com níveis de ductilidade por meio do controle da evolução microestrutural. Nesse contexto, o desempenho desses materiais está associado à presença de uma matriz martensítica contendo frações adequadas ao uso de bainita e austenita retida. Enquanto martensita e a bainita contribuem para a resistência mecânica e para o comportamento de encruamento da matriz, a austenita retida, estabilizada termicamente durante o tratamento Q&P, pode transformar-se em martensita durante a deformação por meio do efeito de plasticidade induzida por transformação (TRIP – Transformation-Induced Plasticity), em função de sua estabilidade mecânica, contribuindo para a sustentação do encruamento e para o aumento da ductilidade. Este trabalho teve como objetivo investigar o efeito da temperatura e do tempo de partição na evolução microestrutural, nas propriedades mecânicas e nos mecanismos de encruamento de um aço de baixo teor de carbono processado por diferentes rotas Q&P. O material foi totalmente austenitizado e submetido à têmpera a 250 °C, seguida de partição a 250 °C (um passo) e a 425 °C e 510 °C (dois passos), com tempos de 10, 100 e 300 s. A caracterização microestrutural foi realizada por microscopia óptica (MO), microscopia eletrônica de varredura (MEV), microscopia eletrônica de transmissão (MET) e difração de raios X (DRX), permitindo avaliar a morfologia das fases presentes e quantificar a fração e o teor de carbono da austenita retida. A resposta mecânica foi analisada com ensaios de dureza Vickers e de tração uniaxial. Para uma análise mais detalhada do comportamento mecânico, foram avaliados a taxa de encruamento e o coeficiente de encruamento instantâneo. Os resultados indicaram que a partição a 250 °C preserva uma matriz martensítica mais supersaturada, resultando no maior limite de resistência (1663 MPa). O aumento da temperatura de partição intensifica a partição de carbono, a formação de bainita e a estabilização da austenita retida, atingindo fração máxima de 9,3 %, o que favorece o aumento da ductilidade. De modo geral, os resultados demonstram que os parâmetros de partição governam a evolução microestrutural e estabelecem relações entre processamento, microestrutura e propriedades mecânicas, controlando o equilíbrio entre resistência e ductilidade em aços Q&P de baixo teor de carbono.