Injeção indireta de prompt em ambientes de desenvolvimento: uma análise de segurança do protocolo MCP

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Data

2026-06-10

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Editor

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Resumo

A adoção de agentes de codificação baseados em grandes modelos de linguagem tem automatizado fluxos complexos de engenharia de software, como a revisão de pull requests. Essa automação, porém, amplia a superfície de ataque quando o agente interpreta artefatos externos como instruções operacionais. Este trabalho investiga empiricamente ataques de injeção indireta de prompt contra agentes de codificação com acesso a ferramentas locais em um fluxo de revisão de código. A avaliação utilizou servidores simulados, três modelos acessados pelo OpenCode, quatro condições experimentais e 180 execuções analisadas (15 por par modelocenário). Nos 135 cenários adversariais, a taxa de sucesso de ataque (TSA) estrita foi de 44,4% (IC 95%: 36,3–52,9). Ataques dissimulados como tarefas de suporte ou verificação de segurança alcançaram TSA estrita de 75,6% (IC 95%: 61,3–85,8) e 57,8% (IC 95%: 43,3–71,0), enquanto o ataque explícito foi recusado em quase todas as execuções e não produziu execução direta nem mescla. Os resultados indicam que artefatos rotineiros de desenvolvimento podem comprometer agentes autônomos e reforçam a necessidade de validação contextual, permissões granulares e isolamento de execução em pipelines de integração contínua.

Descrição

Palavras-chave

Agentes inteligentes (Software), Teoria da codificação, Engenharia de software

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