Produção Acadêmica
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Bem-vindos à comunidade "Produção Científica" do nosso Repositório Institucional. Esta comunidade é dedicada a reunir e disponibilizar todos os trabalhos acadêmicos produzidos no âmbito do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG).
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Navegando Produção Acadêmica por Autor "Abreu, Denise Borille de"
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Item Horrores inimagináveis: memória, trauma e testemunho do Holocausto em Primo Levi(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2019-05-09) Araújo, Fabrício Paiva; Menezes, Roniere Silva; http://lattes.cnpq.br/6078711231130970; http://lattes.cnpq.br/8255198511216219; Menezes, Roniere Silva; Maia, Cláudia Cristina; Abreu, Denise Borille de; Tolentino, Eliana da Conceição; Oliveira, Luiz Henrique S. OliveiraDiversas são as linguagens usadas para representar o Holocausto ou Shoah, das narrativas historiográficas à literatura, da sociologia à filosofia e dos quadrinhos e fotografias à produção cinematográfica. A transmissão do horror e da opressão absoluta vivida nos campos de concentração e extermínio vem sendo há anos um assunto visto como de grande importância no meio acadêmico. Este trabalho visa contribuir com os estudos sobre a construção da memória e do testemunho de sobreviventes que, a despeito do contínuo tormento da rememoração, contam suas histórias. A pesquisa baseia-se principalmente na discussão de duas importantes obras - É isto um homem? e Os afogados e os sobreviventes, de Primo Levi. Ademais, as obras de Levi dialogam com quatro fotografias tiradas por prisioneiros em Auschwitz, cujos conceitos de imagem e memória traumática são abordados à luz das discussões de teóricos como Walter Benjamin, Paul Ricoeur, Giorgio Agamben, Didi-Huberman, Márcio Seligmann-Silva e Michel Foucault, entre outros. O objetivo é analisar como os dois textos, em diálogo com os conceitos que emanam das chapas tiradas em Auschwitz, refletem e contribuem, no presente, para a construção da memória coletiva e cultural das comunidades judaicas represadas nos campos de concentração e extermínio da Segunda Guerra Mundial. Primeiramente, discutem-se conceitos que lidam com a questão da memória coletiva, um domínio que ao mesmo tempo é composto de memórias individuais e determinam estas a memória cultural: manifestações culturais eleitas como símbolos da memória coletiva dos grupos, sejam essas nações ou minorias. Em seguida, discute-se como a narrativa testemunhal tem a capacidade de lidar com memórias ao permitir diversos pontos de vista e dar voz àqueles que não teriam outro canal de expressão. Tais obras incorporam o discurso imagético, o historiográfico e o autobiográfico, oferecendo insights que nos ajudam a repensar, no âmbito da literatura comparada, a relação entre memória, trauma e testemunho, assim como as questões envolvendo a dor, a revolta e a indignação.