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Mulheres, memórias, afetos: O talento de Eduardo Coutinho para ouvir narrativas em Jogo de Cena

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Data

2019-12-17

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Editor

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Resumo

Neste texto, estudaremos como o afeto e a memória permeiam as narrativas representadas no documentário Jogo de cena (2006), de Eduardo Coutinho. Reconhecido como maiordocumentarista brasileiro de sua geração, o cineasta Coutinho dedicou-se ao campo do documentário, fazendo filmes a partir da fala de pessoas comuns e daquilo que elas têm a contar sobre suas vivências e estar no mundo. Com a intenção de conseguirmos delimitar quais elementos são usados para a criação do documentário do nosso interesse neste estudo, percorreremos alguns caminhos de criação da obra coutiana para estabelecermos os processos de criação em Jogo de cena. Este documentário correlaciona, pelo uso da técnica de Coutinho, o relato das personagens por meio do afeto e da memória, compondo, por isso, uma ficção da realidade. Há ainda um jogo de interpretação entre a participação de mulheres comuns que se propõem a contarem suas histórias com a interpretação de atrizes profissionais – que também parecem contar histórias de si mesmas, bem como dialogam com o diretor sobre as estratégias de interpretação, seja para melhor representação, seja pela dificuldade de interpretar mulheres reais. Percorreremos, ainda, alguns desses jogos para buscarmos estabelecer diálogo com reflexões sobre os processos criativos de Eduardo Coutinho, a fim de abordar tanto as contribuições coutianas, incluindo os debates sobre a memória na elaboração dos relatos no cinema, bem como a potência individual nas relações de afeto.

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Palavras-chave

Afeto (Psicologia), Memória, Documentário (Cinema), Coutinho, Eduardo, 1933-2014

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