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Tratamento químico de frutas e vegetais para potencial aplicação como scaffolds na engenharia de tecidos

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Data

2022-04-25

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Editor

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Resumo

Scaffolds baseados em plantas representam uma abordagem promissora na engenharia de tecidos em razão de sua abundância, sustentabilidade e baixo custo. Além disso, os tecidos vegetais são constituídos predominantemente por celulose, polímero biocompatível e biodegradável e frequentemente exibem uma estrutura de poros interconectados na matriz extracelular, características interessantes para estruturas tridimensionais que suportam o cultivo de células de mamíferos. O presente trabalho investigou vegetais e frutas comumente consumidas na região do cerrado pós tratamento químico com diferentes soluções surfactantes e sua possível aplicação como scaffold na engenharia de tecidos. Frutas e vegetais (fruto graviola, pseudofruto do caju, casca da mexerica, folhas de brócolis e ora-pro-nobis, talos de taioba e brócolis) foram submetidos ao tratamento com solução aquosa contando dodecil sulfato de sódio (SDS), triton X-100 e hipoclorito de sódio em diferentes concentrações. Após secagem, as estruturas vegetais foram caracterizadas físico-quimicamente por meio de análise sensorial e das técnicas de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Espectroscopia no Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Termogravimetria (TGA). A presença de poros ou canalículos interconectados foi observada em todas as micrografias eletrônicas das frutas e dos vegetais analisados. As duas amostras de graviola e a amostra de caju apresentaram redução nas bandas de absorção de FTIR relacionadas às ligações lipídeo-carboidrato e grupos funcionais associados a ácidos nucleicos. A casca de mexerica e a folha de ora-pro-nobis apresentaram redução nas bandas associadas a ácidos nucleicos. Já a folha de brócolis apresentou redução somente nas bandas relacionadas às ligações lipídeo-carboidrato. Os resultados obtidos sugerem que o tratamento químico ocasionou a retirada de componentes celulares como lipídeos e ácidos nucleicos, mantendo, conforme o esperado, a estrutura lignocelulósica dos vegetais, indício de que o tratamento acarretou a descelularização, ainda que de forma parcial. Ademais, foram observados resíduos de detergente em algumas amostras, indicando que etapas adicionais de lavagem devem ser inseridas ao protocolo

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Palavras-chave

Engenharia de tecidos, Frutas - Tratamento, Legumes - Tratamento, Processos químicos

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