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Influência da direção de usinagem na evolução do desgaste na ferramenta de corte no fresamento frontal do aço SAE 1045 a seco e com aplicação de mínima quantidade de lubrificante

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Data

2019-02-19

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Editor

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Resumo

O fresamento é caracterizado pela alta taxa de remoção de material e pelo corte interrompido. Essa intermitência faz com que a ferramenta de corte seja submetida a variações cíclicas de temperatura e tensão, o que desfavorece a aplicação de fluido de corte pelo método tradicional no processo. Diante disso, neste trabalho foi avaliada a influência da direção de usinagem na evolução do desgaste da ferramenta de corte no fresamento frontal do aço SAE 1045 a seco e com aplicação de fluido de corte por meio da técnica de mínima quantidade de lubrificante. As direções de usinagem adotadas foram a longitudinal, ao longo do comprimento do corpo de prova, e a transversal, ao longo da largura do mesmo. Foram utilizadas barras de seção quadrada do aço SAE 1045 laminado com dimensões de 100mm x 400mm, além de ferramentas de corte de metal duro. Os ensaios foram conduzidos a seco e com aplicação do MQL com dois fluidos diferentes. Em cada condição de teste os corpos de prova foram usinados na direção longitudinal e transversal, o que resultou em um total de seis condições de ensaio. Simultaneamente aos ensaios de fresamento, foram coletados os sinais de vibrações mecânicas do sistema A evolução do desgaste nas ferramentas de corte foi analisada com o microscópio óptico. A cada parada para análise das ferramentas foi avaliado o acabamento superficial nos corpos de prova. Ao fim dos ensaios em cada condição as ferramentas foram analisadas pela microscopia eletrônica de varredura antes e após serem submetidas a uma decapagem química, o que possibilitou a identificação das formas e dos mecanismos de desgaste atuantes. As principais formas de desgaste encontradas foram desgaste de flanco e de cratera, enquanto que os principais mecanismos foram desgaste por abrasão e por difusão. De um modo geral, observou-se que a aplicação do MQL foi benéfica para a vida das ferramentas chegando a proporcionar até 16% de vida útil a mais. Já o acabamento superficial da peça nem sempre foi melhor com a aplicação do MQL. Os sinais de vibrações mecânicas coletados mostraram relação com a evolução do desgaste nas ferramentas.

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Palavras-chave

Fresagem, Fluidos de corte, Desgaste, Vibrações, Rugosidade superficial

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