O Repositório será lançado oficialmente no dia 9 de abril de 2025 às 14h30min no miniauditório do Campus Nova Suiça.
 

Horrores inimagináveis: memória, trauma e testemunho do Holocausto em Primo Levi

dc.contributor.advisorMenezes, Roniere Silva
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/6078711231130970
dc.contributor.authorAraújo, Fabrício Paiva
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/8255198511216219
dc.contributor.refereeMenezes, Roniere Silva
dc.contributor.refereeMaia, Cláudia Cristina
dc.contributor.refereeAbreu, Denise Borille de
dc.contributor.refereeTolentino, Eliana da Conceição
dc.contributor.refereeOliveira, Luiz Henrique S. Oliveira
dc.date.accessioned2025-04-01T16:17:20Z
dc.date.available2025-04-01T16:17:20Z
dc.date.issued2019-05-09
dc.description.abstractDiversas são as linguagens usadas para representar o Holocausto ou Shoah, das narrativas historiográficas à literatura, da sociologia à filosofia e dos quadrinhos e fotografias à produção cinematográfica. A transmissão do horror e da opressão absoluta vivida nos campos de concentração e extermínio vem sendo há anos um assunto visto como de grande importância no meio acadêmico. Este trabalho visa contribuir com os estudos sobre a construção da memória e do testemunho de sobreviventes que, a despeito do contínuo tormento da rememoração, contam suas histórias. A pesquisa baseia-se principalmente na discussão de duas importantes obras - É isto um homem? e Os afogados e os sobreviventes, de Primo Levi. Ademais, as obras de Levi dialogam com quatro fotografias tiradas por prisioneiros em Auschwitz, cujos conceitos de imagem e memória traumática são abordados à luz das discussões de teóricos como Walter Benjamin, Paul Ricoeur, Giorgio Agamben, Didi-Huberman, Márcio Seligmann-Silva e Michel Foucault, entre outros. O objetivo é analisar como os dois textos, em diálogo com os conceitos que emanam das chapas tiradas em Auschwitz, refletem e contribuem, no presente, para a construção da memória coletiva e cultural das comunidades judaicas represadas nos campos de concentração e extermínio da Segunda Guerra Mundial. Primeiramente, discutem-se conceitos que lidam com a questão da memória coletiva, um domínio que ao mesmo tempo é composto de memórias individuais e determinam estas a memória cultural: manifestações culturais eleitas como símbolos da memória coletiva dos grupos, sejam essas nações ou minorias. Em seguida, discute-se como a narrativa testemunhal tem a capacidade de lidar com memórias ao permitir diversos pontos de vista e dar voz àqueles que não teriam outro canal de expressão. Tais obras incorporam o discurso imagético, o historiográfico e o autobiográfico, oferecendo insights que nos ajudam a repensar, no âmbito da literatura comparada, a relação entre memória, trauma e testemunho, assim como as questões envolvendo a dor, a revolta e a indignação.
dc.description.abstractotherSeveral languages have been used to represent the Holocaust or Shoah, from historiographical narratives to literature, from Sociology to Philosophy and from comics and photographs to cinematographic production. The transmission of horror and absolute oppression experienced in the death camps has for years been a subject seen as of great importance in the academic milieu. This work aims to contribute to the studies on the construction of memory and the notion of the testimony of survivors who, in spite of the continuous torment of remembrance, tell their stories. The research is mainly based on the discussion of two important works - If This is a man? and The Drowned and the Saved, by Primo Levi. In addition, Levi's works deal with four photographs taken by prisoners at Auschwitz, whose concepts of image and traumatic memory are approached in the light of the discussions of such theoreticians as Walter Benjamin, Paul Ricoeur, Giorgio Agamben, Didi-Huberman, Márcio Seligmann-Silva and Michel Foucault, among others. The objective is to analyze how the two texts, in contrast to the concepts emanating from the photos taken at Auschwitz, reflect and contribute at the present to the construction of the collective and cultural memory of the Jewish communities imprisoned in the death camps of World War II. Firstly, concepts which deals with the subject of memory are discussed, a domain that at the same time is composed of individual memories and determines the cultural memory: cultural manifestations chosen as symbols of the collective memory of groups, whether these are nations or minorities. It then discusses how the testimonial narrative has the ability to deal with memories by allowing diverse points of view and giving voice to those who would have no other channel of expression. These works incorporate the imaginary, historiographical and autobiographical discourse, offering insights that help us to rethink, in the context of comparative literature, the relation between memory, trauma and testimony, as well as issues involving pain, revolt and indignation.
dc.identifier.urihttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/1053
dc.language.isopt
dc.publisherCentro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.initialsCEFET-MG
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens
dc.subjectLevi, Primo
dc.subjectMemória
dc.subjectTrauma psíquico
dc.subjectTestemunho
dc.subjectHolocausto judeu (1939-1945)
dc.titleHorrores inimagináveis: memória, trauma e testemunho do Holocausto em Primo Levi
dc.typeTese

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