O Repositório será lançado oficialmente no dia 9 de abril de 2025 às 14h30min no miniauditório do Campus Nova Suiça.
 

Além dos números: narrativas de mulheres professoras pesquisadoras matemáticas da UFMG

dc.contributor.advisorQuirino, Raquel
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/3286747885641896
dc.contributor.authorGaudêncio, Eliane Kelli
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/3745904491543817
dc.contributor.refereeQuirino, Raquel
dc.contributor.refereeAmaral, Jeanne Carmo
dc.contributor.refereeTorres, Kelly Beatriz Vieira
dc.date.accessioned2025-03-24T15:19:41Z
dc.date.available2025-03-24T15:19:41Z
dc.date.issued2024-04-11
dc.description.abstractA presente dissertação problematizou a participação das professoras pesquisadoras/cientistas nas áreas matemáticas, ressaltando a divisão sexual do trabalho nas áreas de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics, respectivamente, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), a invisibilidade histórica, os desafios e obstáculos enfrentados por elas, bem como suas estratégias de luta e resistência, em especial para alcançar ascensão profissional e posições de prestígio e poder no meio acadêmico. Indicadores sociais e pesquisas diversas evidenciaram ser a matemática, enquanto área de estudos e ensino, uma das que têm menor participação de mulheres, estudantes e docentes, reflexo de mecanismos de segregação que vão excluindo-as da carreira acadêmica em questão, contribuindo para a manutenção das relações sociais de sexo/gênero a partir da permanente divisão sexual do trabalho nessa área. Assim, esta pesquisa objetivou desvelar e trazer ao debate acadêmico o fenômeno da participação feminina na carreira científica matemática, a fim de contribuir para a compreensão da divisão sexual do trabalho nas áreas de STEM, tema ainda pouco prestigiado nas pesquisas da Educação Profissional e Tecnológica. Para isso, buscou-se contextualizar historicamente o androcentrismo da área, apreender a construção das carreiras das professoras pesquisadoras/cientistas, por meio de sua formação e trajetória profissional, e analisar os mecanismos sexistas existentes, bem como suas estratégias de enfrentamento e resistência. Com efeito, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, cujo lócus empírico escolhido foi o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais e os sujeitos, três professoras pesquisadoras/cientistas lotadas no referido setor. Os procedimentos metodológicos para a produção dos dados foram: (i) revisão bibliográfica sobre as temáticas e os indicadores relevantes para a aproximação do objeto de estudo proposto, (ii) levantamento documental de registros do setor e (iii) entrevistas semiestruturadas que, conjuntamente foram analisados à luz da teoria da divisão sexual do trabalho, oriunda da Sociologia do Trabalho de origem francesa, cujas bases estão ancoradas na teoria do feminismo materialista francês (FMF). Os resultados obtidos ao longo desta dissertação apontam para a permanência de mecanismos sexistas explícitos e implícitos, que se mostram como um dos principais fatores responsáveis por perpetuar a sub-representação feminina na carreira científica matemática. No entanto, vale ressaltar que as mulheres inseridas nesse cenário desigual, enfrentam e resistem cotidianamente a essa complexa trama social, mobilizando variadas estratégias de luta individual e coletiva, avançando assim em prol de “lutar por políticas de diminuição de danos”. Diante disso, espera-se contribuir para gerar reflexões acerca do fenômeno estudado, ainda que evidenciando o fato de a igualdade de gênero no meio matemático, historicamente masculino, ainda estará longe de ser alcançada.
dc.description.abstractotherA presente dissertação problematizou a participação das professoras pesquisadoras/cientistas nas áreas matemáticas, ressaltando a divisão sexual do trabalho nas áreas de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics, respectivamente, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), a invisibilidade histórica, os desafios e obstáculos enfrentados por elas, bem como suas estratégias de luta e resistência, em especial para alcançar ascensão profissional e posições de prestígio e poder no meio acadêmico. Indicadores sociais e pesquisas diversas evidenciaram ser a matemática, enquanto área de estudos e ensino, uma das que têm menor participação de mulheres, estudantes e docentes, reflexo de mecanismos de segregação que vão excluindo-as da carreira acadêmica em questão, contribuindo para a manutenção das relações sociais de sexo/gênero a partir da permanente divisão sexual do trabalho nessa área. Assim, esta pesquisa objetivou desvelar e trazer ao debate acadêmico o fenômeno da participação feminina na carreira científica matemática, a fim de contribuir para a compreensão da divisão sexual do trabalho nas áreas de STEM, tema ainda pouco prestigiado nas pesquisas da Educação Profissional e Tecnológica. Para isso, buscou-se contextualizar historicamente o androcentrismo da área, apreender a construção das carreiras das professoras pesquisadoras/cientistas, por meio de sua formação e trajetória profissional, e analisar os mecanismos sexistas existentes, bem como suas estratégias de enfrentamento e resistência. Com efeito, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, cujo lócus empírico escolhido foi o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais e os sujeitos, três professoras pesquisadoras/cientistas lotadas no referido setor. Os procedimentos metodológicos para a produção dos dados foram: (i) revisão bibliográfica sobre as temáticas e os indicadores relevantes para a aproximação do objeto de estudo proposto, (ii) levantamento documental de registros do setor e (iii) entrevistas semiestruturadas que, conjuntamente foram analisados à luz da teoria da divisão sexual do trabalho, oriunda da Sociologia do Trabalho de origem francesa, cujas bases estão ancoradas na teoria do feminismo materialista francês (FMF). Os resultados obtidos ao longo desta dissertação apontam para a permanência de mecanismos sexistas explícitos e implícitos, que se mostram como um dos principais fatores responsáveis por perpetuar a sub-representação feminina na carreira científica matemática. No entanto, vale ressaltar que as mulheres inseridas nesse cenário desigual, enfrentam e resistem cotidianamente a essa complexa trama social, mobilizando variadas estratégias de luta individual e coletiva, avançando assim em prol de “lutar por políticas de diminuição de danos”. Diante disso, espera-se contribuir para gerar reflexões acerca do fenômeno estudado, ainda que evidenciando o fato de a igualdade de gênero no meio matemático, historicamente masculino, ainda estará longe de ser alcançada.
dc.identifier.urihttps://repositorio.cefetmg.br//handle/123456789/906
dc.language.isopt
dc.publisherCentro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.initialsCEFET-MG
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação Tecnológica
dc.subjectMulheres na matemática
dc.subjectDivisão do trabalho por sexo
dc.subjectMatemática – Estudo e ensino
dc.subjectMinas Gerais
dc.subjectMulheres na tecnologia
dc.titleAlém dos números: narrativas de mulheres professoras pesquisadoras matemáticas da UFMG
dc.typeDissertação

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