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Quando os corpos vão à escola: a contribuição da filosofia de Merleau-Ponty para repensar o corpo na educação tecnológica

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Data

2019-08-23

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Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Resumo

O presente trabalho baseia-se na perspectiva da fenomenologia de Maurice MerleauPonty para repensar o sentido de corpo dentro da educação tecnológica, apontando, assim, indícios para novas reflexões acerca dos modelos educacionais. O objetivo é investigar a ideia de corpo sob uma nova perspectiva, diferente daquela compreensão dualista da herança cartesiana. Partimos da crítica de Merleau-Ponty à filosofia de Descartes, especialmente acerca da diferença entre as substâncias - res cogitans e res extensa – instauradas no pensamento moderno com o intuito de evidenciar como o corpo é compreendido como instrumental e objetivado. Na perspectiva da filosofia de Merleau-Ponty, o corpo não é uma coisa e nem uma ideia abstrata, ele é um sujeito perceptivo, inserido no mundo. Nomeado na filosofia merleau-pontyana de corpo próprio, apresentamos as suas principais dimensões dando ênfase para a motricidade e espacialidade que evidencia que há em nós um saber corporal que desconstrói a ideia de um aprendizado automatizado pelo corpo. Essa nova compreensão do corpo como sensível, motriz, intencional, abre possibilidades para pensar sua relação com as tecnologias no sentido de uma formação sistêmica da percepção. Nesse intento, será utilizada a contribuição teórica de Don Ihde, em especial seu conceito de embodiment. Nesse sentido, compreendemos que o conceito de corpo próprio nos dá a possibilidade de repensar os corpos dentro da escola, apresentando novas reflexões sobre as práticas pedagógicas na educação tecnológica.

Descrição

Palavras-chave

Educação - Filosofia, Educação tecnológica, Fenomenologia

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