Bricks Braille matemático: análise do uso de um recurso didático inclusivo criado para o ensino de matemática a estudantes com deficiência visual

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Data

2025-07-24

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Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Resumo

Os recursos didáticos físicos e acessíveis constituem ferramentas fundamentais para a mediação dos processos de ensino e de aprendizagem, especialmente no contexto da Educação Inclusiva. No ensino de Matemática para estudantes com deficiência visual, tais recursos tornam-se indispensáveis, pois possibilitam a concretização de conceitos abstratos por meio de representações táteis ou multissensoriais, promovendo a equidade no acesso ao conhecimento e favorecendo a aprendizagem. Nesse sentido, esta pesquisa apresenta o recurso didático Bricks Braille Matemático (BBM), criado no âmbito do Projeto Incluir-Ciência do CEFET-MG. Inspirado nos blocos de encaixe da Lego® e no Bricks Braille Químico, recurso previamente desenvolvido no mesmo programa, o BBM trata-se de um recurso didático de baixo custo criado por meio da impressão 3D e que permite a representação tátil de números e símbolos matemáticos na Grafia Braille presentes no Código Matemático Unificado para a Língua Portuguesa (Brasil, 2006a). O objetivo geral desta pesquisa foi compreender como o emprego do BBM influencia a motivação e o engajamento de estudantes com deficiência visual em atividades pedagógicas de Matemática. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza aplicada, com objetivos exploratório-descritivos e como procedimento técnico, foi feita pesquisa de campo no CEFET-MG e Instituto São Rafael. Participaram da pesquisa uma professora e cinco estudantes com deficiência visual, vinculados ao Instituto São Rafael e um professor, um profissional de apoio e sete estudantes do CEFET-MG, entre eles uma aluna com baixa visão. Foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta de dados: observação sistemática e entrevistas semiestruturadas no Instituto São Rafael e grupo focal no CEFET-MG. Para a análise dos dados foram utilizadas as técnicas de análise de conteúdo de Bardin (2020). Os resultados indicam que o uso do BBM em sala de aula pode favorecer a motivação e o engajamento de estudantes com deficiência visual, à medida que promove a autonomia na escrita de expressões matemáticas, de maneira lúdica e acessível. Nas aulas com o BBM, os alunos participaram ativamente, revelando maior interesse e curiosidade em relação aos conteúdos matemáticos, o que evidencia o potencial do recurso para promover uma aprendizagem mais engajada e significativa.

Descrição

Palavras-chave

Matemática – Estudo e ensino – Teses, Língua brasileira de sinais – Teses, Cegos – Sistemas de impressão e escrita – Teses, Educação inclusiva – Teses, Pessoas com deficiência visual – Teses

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