Navegando por Autor "Lopes, Sabrina Fernandes Pereira"
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Item Estudante, trabalhadora e mãe: múltiplas jornadas e múltiplos papéis de mulheres do curso técnico de Enfermagem do IF Sudeste MG - Barbacena(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2024-12-18) Silva, Rita de Cássia Aguiar e Souza; Quirino, Raquel; http://lattes.cnpq.br/3286747885641896; http://lattes.cnpq.br/8783949099810638; Quirino, Raquel; Ruas, Thatiane Santos; Lopes, Sabrina Fernandes PereiraApesar de a educação profissional tecnológica de nível médio subsequente significar a primeira oportunidade de profissionalização e do fato de haver um contingente expressivo de mulheres matriculadas nos cursos, alguns estudos evidenciam peculiaridades do público feminino que podem interferir em seu processo formativo. Dentre essas peculiaridades, pode-se citar a divisão sexual do trabalho doméstico e do cuidado com os filhos, além do trabalho remunerado quando a estudante também é responsável pela renda de seu grupo familiar, integral ou parcialmente. Dos cursos técnicos profissionalizantes de nível médio subsequente ofertados em instituições públicas ou privadas, nota-se que o curso técnico em Enfermagem se destaca por seu quantitativo de alunas matriculadas. Nesse cenário, esta pesquisa foi desenvolvida no Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) - Campus Barbacena, com o objetivo geral de compreender como as estudantes do curso técnico em Enfermagem, na modalidade subsequente dessa Instituição, vivenciam juntamente a maternidade, o trabalho doméstico, o trabalho remunerado e a vida estudantil. Para o cumprimento desse objetivo, foram delineados quatro objetivos específicos: (i) identificar, no curso técnico em Enfermagem, as estudantes com o seguinte perfil: trabalhadoras remuneradas, mães que residem com filhos dependentes de seus cuidados e de seu auxílio financeiro; (ii) analisar as motivações dessas mulheres para procurarem um curso técnico, sobretudo na área de Enfermagem; (iii) analisar como essas estudantes vivenciam as múltiplas jornadas e os diversos papéis sociais nos quais estão inseridas e (iv) evidenciar as estratégias de resistência e de luta dessas mulheres para conseguirem permanecer no curso. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, realizada por meio de questionário e entrevistas semiestruturadas online. Para embasamento teórico, foram utilizadas teorias da divisão sexual do trabalho advindas do feminismo materialista francês, além de estudos sobre a feminização e a feminilização da Enfermagem (Birolli, 2018; Urpia; Sampaio, 2009; 2011; Leal, 2005; Bagnato et al., 2007, dentre outros). Para a análise dos dados, foi utilizada a Análise Crítica do Discurso (ACD) preconizada por Norman Fairclough (2001). Por meio de estudos e análise dos dados empíricos, esta pesquisa revelou que as estudantes que são mães passam por dificuldades para estudar, o que faz com que se atrasem ou desistam de seu curso, por não conseguirem conciliar uma jornada múltipla de trabalho. A partir disso, este estudo concluiu que a flexibilização de horários, a criação de espaços para cuidados infantis, bem como a oferta de auxílio financeiro são medidas que poderiam mitigar as dificuldades enfrentadas pelas mulheres que buscam conciliar a maternidade e o trabalho com os estudos.Item Formação continuada de professores que atuam na escola do Sistema Socioeducativo em Belo Horizonte - Minas Gerais(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2024-12-19) Xavier, Kátia Luciana Gonçalves; Quirino, Raquel; http://lattes.cnpq.br/3286747885641896; http://lattes.cnpq.br/7543285703950251; Quirino, Raquel; Lopes, Sabrina Fernandes Pereira; Ruas, Thatiane SantosA pesquisa analisou a formação continuada de professores que atuam no Sistema Socioeducativo de Belo Horizonte, Minas Gerais, com o objetivo de compreender os mecanismos envolvidos nesse processo, identificando as lacunas e as oportunidades de melhorias. O estudo revelou a relevância de aprimorar as práticas formativas nesse contexto, dada a complexidade e especificidade do trabalho desenvolvido pelos professores em ambientes de vulnerabilidade social. O objetivo geral foi investigar as práticas de formação continuada destinadas a esses profissionais, avaliando sua pertinência e impacto no atendimento às demandas específicas do sistema. Para tanto, o estudo contou com objetivos específicos que incluíram a descrição das formações ofertadas, a identificação das principais lacunas e desafios enfrentados pelos docentes e a proposição de recomendações para melhorias. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, composta por entrevistas semiestruturadas, observação participante e análise documental. O estudo foi conduzido em uma escola do Sistema Socioeducativo, com professores temporários escolhidos por conveniência e disponibilidade. A técnica de análise de conteúdo categorial-temática foi aplicada para explorar as categorias emergentes a partir das falas dos entrevistados e dos documentos analisados. Os resultados mostraram que a formação contínua oferecida pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais apresenta limitações significativas em termos de abordagem e aplicação prática. Identificou-se que os cursos são pontuais, pouco frequentes e desarticulados das necessidades específicas dos professores que atuam no sistema socioeducativo. Essa falta de comunicação prejudica a preparação dos professores para lidar com os desafios do dia a dia, que incluem problemas estruturais, falta de recursos pedagógicos adequados e a gestão de situações de alta vulnerabilidade emocional e social. Além disso, os professores revelaram uma deficiência de apoio institucional que vai além da formação acadêmica, como o apoio emocional e os programas de mentoria. As condições de trabalho foram descritas como precárias, com uma infraestrutura inadequada e sem recursos pedagógicos que limitem o alcance das práticas educativas. Além disso, surgiram demandas por formações mais contextualizadas, que incluam estratégias pedagógicas inovadoras e promovam uma maior compreensão das especificidades do ambiente socioeducativo. A conclusão reforçou a urgência em reestruturar as políticas de formação continuada para os professores do Sistema Socioeducativo. Dentre as recomendações, estão o desenvolvimento de programas de formação mais consistentes e frequentes, de acordo com as necessidades reais dos professores, a implementação de mentorias que favoreçam a troca de experiências e o apoio emocional aos professores. Além disso, foi enfatizada a relevância de investimentos em infraestrutura escolar e na elaboração de materiais pedagógicos adequados ao contexto socioeducativo. A pesquisa teve um impacto significativo na reflexão sobre as práticas formativas no Sistema Socioeducativo, evidenciando a relevância de uma educação inclusiva e atenta às realidades dos adolescentes em medidas socioeducativas. Além disso, abriu caminhos para novas pesquisas que possam aumentar o conhecimento sobre a formação docente em ambientes de vulnerabilidade, buscando soluções inovadoras e eficazes para os desafios identificados.Item Juventudes, educação profissional e mundo do trabalho: estudantes de cursos técnicos do CEFET-MG e seus projetos de futuro(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2024-12-18) Grilo, Tamyris Ferreira da Silva Bianchi; Quirino, Raquel; http://lattes.cnpq.br/3286747885641896; http://lattes.cnpq.br/4966345435030570; Quirino, Raquel; Lopes, Sabrina Fernandes Pereira; Ruas, Thatiane SantosO tema do trabalho permeia a categoria “Juventudes” e suas inter-relações com a Educação Profissional e Tecnológica, o mundo do trabalho, a educação ao longo da vida e projetos de futuro. Tendo como principal objetivo identificar quais as impressões de jovens, meninas e meninos, em situação de vulnerabilidade econômica e social, estudantes do ensino técnico de nível médio integrado, em relação à área escolhida, ao mundo do trabalho e a continuidade dos estudos. Perpassando as percepções das diversas motivações e dificuldades. A importância da busca por respostas para as questões: quais são as motivações dos jovens quando ingressam em um curso técnico? Quais os seus Projetos Vida? Assim, valoriza-se as perspectivas dos jovens imprescindíveis para a compreensão dos seus anseios em relação à profissionalização, à educação profissional, ao trabalho e à educação continuada, além da importância para a implementação de políticas públicas para as juventudes para subsidiar modelos de gestão das instituições de educação profissional, bem como para educadores e pesquisadores interessados pela temática.Item Relações de gênero e sexismo na educação profissional e tecnológica: as escolhas das alunas dos cursos técnicos do CEFET-MG(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2016-12-19) Lopes, Sabrina Fernandes Pereira; Gonçalves, Raquel Quirino; http://lattes.cnpq.br/3286747885641896; http://lattes.cnpq.br/0165195251357013; Gonçalves, Raquel Quirino; Luz, Nanci Stancki da; Aranha, Antônia Vitória SoaresÉ crescente a participação feminina na educação e no mundo do trabalho, porém esse fenômeno não acontece de forma proporcional à diminuição do sexismo. Na área da tecnologia, a representatividade feminina é bastante baixa e, parte da explicação, está na escola e na família que reproduzem papéis sexuados, atribuindo lugares específicos para homens e mulheres na esfera social. Assim, as mulheres tendem a se considerar mais aptas a desempenhar determinadas atividades em detrimento de outras e a partir daí traçam estratégias de vida mais compatíveis com o que consideram (ou são levadas a considerar) como mais adequado para elas. O ensino profissional técnico de nível médio ilustra bem essa realidade, pois, concentra um número crescente de mulheres em áreas hegemonicamente consideradas femininas. A pesquisa realizada no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) analisa as escolhas de alunas a por determinados cursos em detrimento de outros. De ordem qualitativa, ela constou de um levantamento teórico-documental, tendo como fonte de dados empíricos os Censos Escolares do INEP e entrevistas semiestruturadas com alunas dos Cursos Técnicos em Hospedagem e Mecânica do CEFET-MG. Para a análise dos dados foi utilizado a Análise Crítica do Discurso à luz das teorias da Sociologia do Trabalho Francesa, de base marxista, ancorando-se principalmente nas obras de Hirata (1981, 2002, 2007, 2009) e Kérgoat (1989, 2007). Os resultados evidenciam deslocamentos e permanências na dinâmica das relações de gênero durante o acesso e permanência das meninas na Educação Profissional e Tecnológica. Destacam-se os preconceitos presentes nos cursos de maioria masculina e a continuidade da maior participação feminina em cursos relacionados às habilidades vistas como femininas. No entanto, há uma forte convicção das alunas sobre o acerto de suas escolhas e uma resistência à ideia hegemônica de que as áreas altamente feminizadas permaneçam desvalorizadas social e economicamente.Item Trabalho docente no ensino remoto emergencial durante a pandemia de Covid-19: vivências de professoras da educação básica da Região Metropolitana de Belo Horizonte(Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2024-04-10) Lisboa, Fernanda Cordeiro; Quirino, Raquel; http://lattes.cnpq.br/3286747885641896; http://lattes.cnpq.br/3697814252664856; Quirino, Raquel; Lopes, Sabrina Fernandes Pereira; Rosa, Mislene Aparecida GonçalvesDurante a pandemia do covid-19, diversas mudanças fizeram-se necessárias no mundo do trabalho, sobretudo no que diz respeito às modalidades e espaços de sua realização. Devido à necessidade do isolamento social, a fim de minimizar a proliferação do vírus e a consequente contaminação da população em massa, foi implementado o trabalho remoto realizado em casa, mediado por tecnologias digitais – o chamado home office – em diversas áreas profissionais. Dessa forma, o espaço público e externo, no qual se dá o trabalho produtivo e assalariado, migrou para o espaço privado, no qual se realiza um trabalho não remunerado e dedicado à reprodução das condições de existência, o trabalho doméstico. Dois ambientes distintos, nos quais a divisão sexual do trabalho e as relações sociais de sexo/gênero se desenvolvem, foram transformados em um só. Especificamente no trabalho docente na Educação Básica, em que pese sua já propalada precarização, desvalorização e feminização, a implementação do Ensino Remoto Emergencial (ERE) resultou numa sobrecarga para a mulher professora-mãe-esposa-dona de casa coma realização de uma prática educativa à distância, mediada por tecnologias digitais pouco usuais nas escolas públicas, bem como o entrelaçamento imprevisto dos seus espaços de trabalho público e doméstico. Desvelar como esse momento foi vivenciado pelas professoras, seus impactos, desafios e dificuldades, estratégias de resistência e de enfrentamento, diante do trabalho múltiplo e simultâneo, da inusitada transformação de seus espaços públicos e privados em um só e da necessidade compulsória de utilização de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no processo educativo, é o que se pretende nesta pesquisa. Busca-se aqui a compreensão e um repensar da formação e do trabalho docente frente a situações imprevistas, à utilização compulsória e não planejada de tecnologias digitais como ferramentas para o ensino-aprendizagem e à divisão sexual do trabalho doméstico das docentes. A pesquisa teórico-empírica teve uma abordagem qualitativa, cujas participantes foram professoras da Educação Básica que atuam nos Ciclos I e II, da Rede Pública Municipal de Educação de Belo Horizonte, entrevistadas presencialmente com a orientação de um roteiro semiestruturado. Posteriormente, trechos dos discursos das entrevistadas foram selecionados e analisados à luz das teorias sobre Formação e Trabalho Docente e da Divisão Sexual do Trabalho. Evidenciou-se, com base nos relatos dessas experiências, que o município não deu às professoras condições ideais para a realização da docência a distância, tais como subsídios financeiros para a aquisição de aparatos tecnológicos, bem como treinamentos adequados para a utilização de mídias digitais. Os impactos na saúde das professoras também foram sentidos de maneira contundente, com crises de estresse e ansiedade, em razão das pressões experienciadas nesse período o qual causou grande impacto na prática educativa das professoras durante a pandemia.